O que é a Internet das Coisas?

internet das coisas

Já imaginou ter o controle completo da sua casa na palma da sua mão? Parece coisa de ficção científica, mas está se tornando realidade com a internet das coisas. Os avanços tecnológicos e a diminuição do tamanho das tecnologias existentes tornam muito fácil adicionar algumas funcionalidades a mais para itens do dia-a-dia, como cafeteiras, luzes e até fechaduras.

E o que são essas novas funcionalidades? Conexão à Internet, automatização, e até aprendizado de máquina! Sim, cafeteiras inteligentes existem, e elas podem aprender sua rotina e deixar seu café já pronto para quando acordar. Uma ótima forma de aumentar sua produtividade, não?

Mas, o que isso tem a ver com “Internet das Coisas”?

Se conectando à Internet das Coisas

Na verdade, tem tudo a ver. Internet das Coisas (ou IoT – abreviação do nome em inglês, Internet of Things) é o nome dado a esse fenômeno recente de conectar dispositivos de diversos tipos e naturezas (como eletrodomésticos, luzes e até máquinas e linhas de produção) entre si através da Internet. É uma rede em que, ao invés de seres humanos estarem se comunicando, são coisas que estão se comunicando.

Comprando um produto que seja conectável à Internet, você já está aproveitando os benefícios da Internet das Coisas. Conectando-o na rede Wi-Fi da sua casa e baixando o aplicativo do fabricante no seu celular (ou talvez até no seu smartwatch), você não precisará mais mexer em botões físicos: tudo será controlável pelo seu aplicativo.

Claro, de tempos em tempos você precisará fazer a manutenção do produto: colocar mais pó de café e trocar os filtros da cafeteira, trocar as lâmpadas, entre outros, mas até nisso a Internet das Coisas te ajuda: o aplicativo também mostrará uma notificação caso algo precise ser feito. Dependendo do fabricante, também é possível automatizar tarefas ou permitir que o produto se automatize sozinho (através de aprendizado de máquina).

E os benefícios dela não se limitam somente ao ambiente doméstico: muitas empresas já utilizam ela, como a Caterpillar, a Uber e o iFood, cada um à sua própria maneira. Há inclusive aplicações dela na área de mobilidade urbana e até no futebol!

E como funciona tudo isso?

É como se o produto fosse transformado em um robô. Os fabricantes adicionam placas de circuito impresso com componentes, como:

Conector Wi-Fi

O conector Wi-Fi é quem permite que a “coisa” se integre à rede sem fio da sua casa e possa receber seus comandos remotamente.

Atuadores

Atuadores são os componentes que atuam. Eles são responsáveis por realizar funções no mundo real, como esquentar água ou acender uma lâmpada, com base nos comandos recebidos através da placa de circuito impresso.

Sensores

Sensores são os componentes que sentem. Eles são responsáveis por obter informações de partes do produto ou do ambiente em que ele está, como temperatura, massa e luminosidade.

Programação

Microcontroladores são componentes eletrônicos que podem ser programados com linguagens de programação comuns, como C e C++. Normalmente a programação deles é imutável: ela é adicionada a ele e depois o componente é soldado à placa, sendo impossível modificá-la depois disso.

Para poder desenvolver o programa final e testá-lo durante o desenvolvimento, existem kits de desenvolvimento feitos especialmente para criar produtos adaptados à Internet das Coisas. Após tudo estar certo, pode-se então usar o programa no microcontrolador e começar a produção em massa.

E como tudo isso é controlado?

Os produtos conectados à Internet das Coisas são normalmente controlados diretamente do seu smartphone. A empresa que produz o produto também fornece um método para conseguir baixá-lo, como via QR Code. Ela também vai apresentar um método para parear seu celular com o produto. É sempre bom seguir as instruções que vierem com ele.

Além disso, o produto também pode ser controlado por si próprio. Como já dito acima, eles podem apresentar aprendizado de máquina, isto é, algoritmos complexos que conseguem analisar seus hábitos e prever suas ações de acordo com o horário, permitindo que você acorde com café já coado e que as luzes se apaguem logo que você deixe a casa, sem apertar qualquer botão.

Eu preciso mesmo comprar um produto novo para aproveitar essa tecnologia nova?

Não, não precisa! Assim como outras tecnologias que estão na moda atualmente, como impressão 3D e drones, é completamente possível você mesmo adaptar seus eletrodomésticos para se conectarem à Internet das Coisas. Existem comunidades DIY (Do It Yourself – Faça Você Mesmo) na Internet que podem ajudar com isso.

Porém, para isso você vai precisar de bastante paciência. Você vai precisar pegar a coisa que você quer modificar, uma cafeteira, por exemplo, desmontá-la e descobrir como ela funciona: onde que os botões estão ligados, o que liga o aquecimento da água, como funciona a placa de circuito impresso que ela já tem, entre outras funcionalidades.

Após isso, você vai precisar adicionar os componentes que estão faltando, no caso sensores e controladores. Para o controladores, um kit de desenvolvimento pode ser uma boa ideia, visto que já estão adaptados para isso, mas você também pode usar um Arduino. Com isso, você também pode adicionar o que quiser nele: conector Wi-Fi, saídas digitais, relógios, e sensores de diversos tipos.

Conhecendo as entradas e saídas do controlador, é hora de programar: desenvolver o programa do controlador e o programa do aplicativo. O controlador deve conseguir enviar para o aplicativo informações sobre o estado da cafeteira: “falta pó de café”, “deve-se trocar o filtro”, “esquentando a água”. E o aplicativo deve conseguir enviar comandos ao controlador que façam a cafeteira agir, como “prepare uma xícara de café”.

É um processo bem complicado, mas também muito bom para treinar os conhecimentos de programação e de eletrônica. Mas que também exige bastante paciência! Em todo caso, sempre existem os produtos já prontos para se conectarem à Internet das Coisas, caso você já queira entrar de cabeça nesse mundo.

A cada dia que passa, essas tecnologias ficam cada vez melhores e mais inteligentes. É uma boa ideia já começar a se adaptar a elas!

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