Quais os problemas na educação atual?

Uma das maiores preocupações dos pais é a qualidade do ensino que os filhos recebem. Na escola além de aprender conteúdos para o vestibular eles estão sendo preparados para o futuro, para o mundo que irão encontrar daqui 15 anos. Por isso é tão importante que a escola tenha uma visão futurista e esteja empenhada na educação para o futuro. O modelo tradicional enfrenta muitos problemas na educação justamente por estar muito ligado às metodologias do passado ao invés de buscar novas soluções.

A educação é uma das maiores preocupações dos pais, principalmente no que diz respeito à qualidade do ensino que é ofertado nas instituições escolares.

Na escola, além de aprender conteúdos correspondentes a cada nível de escolaridade, as crianças estão sendo preparadas para o futuro, ou seja, para o mundo que irão encontrar daqui 15 anos, na sua fase adulta, por exemplo.

 Isso nos revela que há a necessidade de se trabalhar na prática educativa em sala de aula, não só a construção de conhecimentos, como também a transmissão de valores éticos, morais e culturais para as novas gerações, bem como uma adequação ao tempo no qual vivemos em sociedade. Por isso é tão importante que a escola tenha uma visão futurista e esteja empenhada na educação para a tecnologia e suas utilidades em sociedade.

O modelo tradicional de educação enfrenta muitos problemas na oferta de práticas educativas em sala de aula, justamente por estar muito atrelado às metodologias do passado.

Ao invés de buscar novas soluções para os problemas e demandas atuais da sociedade na qual vivemos, a metodologia tradicional parece andar na contramão a chamada era tecnológica, não levando em conta o novo perfil de educando que se forma em meio às tecnologias existentes.

Vale salientar que as crianças dos dias de hoje, que são pertencentes à chamada geração Z, estão completamente imersas num universo tecnológico e não concebem viver em sociedade sem algum tipo de tecnologia no cotidiano, pois é algo naturalizado no seu tempo. Tablets, smartphones e videogames com a sua realidade virtual representam toda uma dimensão em que elas se sentem perfeitamente à vontade.

A tecnologia acelera muitos processos e a velocidade da sua evolução pode deixar muita gente perdida. Em virtude disso, o ensino tradicional tem oferecido resistência a essas mudanças, o que torna importante escolher para nossos filhos uma escola que se atualize e privilegie a educação em diálogo com a sociedade tecnológica.

O fato do ensino não evoluir e permanecer calcado em um tradicionalismo ultrapassado acaba por causar em muitas crianças o desinteresse e as deixa desconectadas com relação à escola, pois não se identificam com uma prática que não é do seu tempo e não dialoga com o mundo atual.

 Os pesquisadores da área da educação têm apontado algumas mudanças necessárias para reparar os problemas na educação atual. Veja quais os principais erros apontados por estes teóricos:

O ensino tradicional coloca o professor como o centro do aprendizado

A maior evolução pedagógica decorrente das novas tecnologias é que o centro do processo de ensino e aprendizagem passou a ser o aluno e não mais o professor como o detentor de todo o saber.

Nas antigas salas de aula, o professor detinha o conhecimento e o transmitia às novas gerações, com o auxílio de livros que, por sua vez, eram incompletos e difíceis de adquirir. Nessa configuração, o professor era o transmissor e detentor de todo o conhecimento e o aluno, visto enquanto uma “tábula rasa” servia como um depósito de informações que nem se quer eram processadas, apenas armazenadas como conhecimento irrefutável.

 Mas, com o avanço da sociedade e principalmente com o advento da internet, qualquer informação está a um clique de distância e os alunos podem se informar até mesmo sem sair de casa, podendo adquirir inúmeros conhecimentos de forma independente e sem a figura do professor “detentor”.

Tendo em vista essa nova configuração social marcada pelos avanços tecnológicos, o professor deixa de ser o centralizador da informação para atuar a favor do conhecimento e com outra característica, a de mediador de saberes. Isso que dizer que, o educador facilita e direciona o caminho dos alunos, e nesse sentido, cabe aos próprios alunos encontrarem as informações e produzirem o seu próprio conhecimento.

Nesse sentido, tanto professor como alunos são vistos como sujeitos de conhecimentos diversos que podem ser compartilhados na prática educativa em sala de aula. A figura do professor surge apenas para mediar e administrar os acontecimentos dentro da sala de aula, e nessa nova configuração, o aluno tem um protagonismo maior, podendo expressar suas opiniões e construir um conhecimento com criticidade e autonomia.

Essa modalidade de educação mediadora parece o mais viável não é mesmo? Ou seja, o mais correto a se fazer no espaço da sala de aula atualmente.

No entanto, um dos maiores problemas na educação atual é que boa parte das instituições ainda nega essa nova demanda pedagógica, uma vez que muitos ainda acreditam que, ao privilegiarmos a autonomia do estudante e o uso das novas tecnologias no espaço educativo, isso permitirá que as crianças desenvolvam uma relação pouco saudável com a internet, pensando nela apenas como fonte de entretenimento e não como a poderosa ferramenta de educação que é.

A recusa em abrir caminho para as novas tecnologias

Uma forma fácil de identificar uma escola tradicionalista é observar o modo como ela utiliza dispositivos os móveis em sala de aula.

Infelizmente, a resistência a esses aparelhos ainda é muito grande nesse tipo de instituição de ensino. No entanto, precisamos destacar que os tablets e os smartphones não são os inimigos do aprendizado. Muito pelo contrário, eles podem ser convertidos em grandes aliados do professor em uma prática pedagógica!

Os educadores e até mesmo determinadas gestões escolares muitas vezes resistem à tecnologia na prática educativa, por terem receio ao novo. Existem professores que nem se quer sabem manipular muitas dessas tecnologias que podem ser utilizadas em sala de aula. Logo, lhes parece mais cômodo seguir com uma prática mais tradicional, a qual já esteja acostumado.

Porém, as novas tecnologias vieram para ficar e estão cada vez mais presentes no trabalho, nas relações pessoais, nos hábitos de consumo, entre outros. Sendo assim, qual o melhor lugar para aprender a utilizar a tecnologia de forma saudável e produtiva senão na escola?

É preciso que pais e educadores saibam que, a criança que não tiver uma educação digital estará despreparada para o futuro, portanto essa visão antiga é um dos problemas na educação tradicional. E, assim como foi dito no tópico anterior, abolir esses itens tecnológicos da sala de aula atrapalha duplamente: a aula perde muito sem eles e as crianças deixam de entender que eles são dispositivos que ajudam a aprender!

Inclusive, muitas crianças hoje em dia são extremamente apegadas à tecnologia, mas no caso da internet, por exemplo, ainda não sabem como explorá-la do jeito certo, e tampouco sabem selecionar as melhores informações que contribuam ao desenvolvimento de seus conhecimentos.

Já com uma mediação adequada de um professor, essa criança poderia explorar o universo tecnológico com maturidade e saberia fazer uma seleção coerente de informações que enriqueçam o seu leque de saberes.

Insistência na especialização, enquanto a tendência é equilibrar os saberes

O mundo do século 21 é inconstante e exige dos cidadãos do futuro um conhecimento mais interdisciplinar. Aquele método em que cada disciplina existe separadamente não faz mais muito sentido atualmente e precisa ser revisado, embora saibamos que a resistência é certa, e que a grande maioria das escolas ainda insiste em um currículo com disciplinas estruturadas em áreas “fechadas” em si mesmas.

Além disso, devemos lembrar-nos da definição do intelectual Millôr Fernandes sobre a especialização: “Capacidade de saber cada vez mais sobre cada vez menos, até saber tudo sobre nada”. Claro, o humor do autor torna essa frase um pouco exagerada, mas ela não está tão longe assim da realidade.

No futuro, os saberes mais gerais e integrados serão mais importantes que uma excessiva especialização em certas áreas, como acontece nos dias de hoje.

Portanto, as diferentes áreas precisam dialogar, inclusive para que o aluno possa perceber que o conhecimento adquirido em sala de aula é aplicável em sua vida em sociedade e tem relação com diferentes áreas do conhecimento.

Não permitir que o aluno vivencie para aprender

Uma das coisas que os educadores mais questionam no ensino tradicional é a relação entre teoria e prática. Quem nunca questionou certos ensinamentos da escola, pensando que eles são apenas conceitos teóricos, sem aplicação na vida real?

O mercado de trabalho já valoriza bastante uma integração entre os conceitos que o aluno aprende e a sua capacidade de aplicar esses conceitos no trabalho cotidiano. E essa será, no futuro, uma habilidade cada vez mais necessária!

Dito em outras palavras, podemos dizer que o ensino tradicional forma crianças despreparadas porque ele representa uma forma estática de pensar o mundo e de vivenciá-lo. E, convenhamos, o mundo de hoje é tudo, menos estático!

Em função disso, uma prática educativa, que seja inovadora, deve fazer com que os educadores incentivem seus alunos para que possam envolver-se em uma aprendizagem na qual compreendam os conteúdos de forma contextualizada, e que envolva a vivência na prática, pois precisamos estar cientes de que o aluno, pertencente à sociedade moderna, é mais questionador e exigirá aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos.

Quais são os princípios considerados fundamentais para a educação atual?

Até aqui apresentamos quais são os problemas da educação atual, e em que medida podemos contornar essa situação, partindo para uma prática educativa atualizada e que leve em conta o perfil do aluno que possuímos.

Mas, também cabe pensar quais seriam as alternativas mais cabíveis para romper o tradicionalismo escolar que se mostra cada vez mais ineficiente diante do novo perfil de aluno que se constitui na sociedade tecnológica.

Saiba que mesmo que haja uma grande resistência ao novo na educação tradicional, uma nova perspectiva educativa se faz necessária. É possível construir um novo modelo pedagógico que seja condicionado e consistente ao nosso contexto social, com foco em escola/instituição, método pedagógico atualizado e conteúdo educacional eficiente.

Os métodos de aprendizagem precisam ser mais dinâmicos e que facilitem o aprendizado e desenvolvimento intelectual e moral do aluno, bem como a aquisição de competências e hábitos que lhes permitam participar ativamente da criação cultural e, portanto, da construção de valores.

Podemos dizer, portanto que não se trata de ensinar conhecimentos técnicos, mas sim, poder possibilitar ao aluno a compreensão histórica e social dos fundamentos científicos e tecnológicos da sociedade na qual vive.

Os princípios de educação considerados fundamentais para a sociedade atual são os seguintes:

  • Desenvolvimento de uma educação que seja personalizada a todos os tipos de alunos, de modo que cada integrante do processo educativo alcance o máximo de desenvolvimento possível, a partir de suas capacidades e aptidões. O aluno também será capaz de formar seus próprios critérios e conseguirá obter maturidade e conhecimentos necessários para adotar suas decisões livremente, com retidão e sentido de responsabilidade.
  • Deve-se promover uma formação completa e de qualidade que atenda aos aspectos intelectuais, técnicos, cultuais, esportivos, estéticos e sociais. Todas as atividades educativas procuram o desenvolvimento do sentido de responsabilidade, criatividade e diálogo com o mundo tecnológico.
  • Uma educação de qualidade que busca o esforço e o estudo personalizado de cada aluno e os ajuda a fazer um trabalho bem feito, como meio de aprimoramento pessoal e de serviço ao bem social. O trabalho em equipes e as atribuições de serviços mútuos facilitam a colaboração entre professores e alunos e entre os próprios alunos e seus pares.
  • Atendimento personalizado pelo professor, mantendo uma relação estreita com os pais, se preocupando em ofertar um ensino atualizado e focado nas habilidades e dificuldades do aluno.

Educação para a Tecnologia

Como vimos ao longo deste artigo, antes de ocorrer a revolução digital do nosso tempo, o ensino era baseado apenas no uso do lápis, papel e dezenas de livros repletos de informações, opacos em sua forma e, sobretudo, estáticos em seus conteúdos. Elementos educativos que fixavam um caminho único para os alunos.

Ao longo do século XXI, com a expansão da revolução digital em todos os âmbitos da vida cotidiana, a educação está sofrendo uma progressiva transformação, ou pelo se exige que a educação mude nesse sentido.

Um processo no qual reduzimos o uso do papel e do lápis em favor do uso de uma tela tátil, o stylus e o teclado, e com isso, a estática metodologia tradicional cede espaço ao dinamismo, a criatividade e a modularidade.

As escolas que trabalham sobre a influência da revolução tecnológica são âmbitos no qual as necessidades dos alunos são cobertas com maior eficácia, os conhecimentos são compartilhados de uma forma mais dinâmica e, sobretudo, onde as mentes do amanhã já estão sendo transformadas diante de um novo paradigma educativo.

A educação tecnológica pressupõe um desenvolvimento completo do aluno e seu aprimoramento. Essa modalidade de educação deve preparar o aluno a pensar no seu tempo (estamos vivendo a era tecnológica) e pensar por si mesmo, no sentido de como as tecnologias podem lhe ajudar na própria aprendizagem dentro de inúmeras outras áreas do conhecimento.

O aluno que tem acesso a este tipo de educação ficam por dentro dos conhecimentos primordiais da ciência, tecnologia, artes, humanidades e cultura em geral. Logo, a educação tecnológica busca a unidade entre a teoria e a prática em ambientes educativos, na media em que atualizada o aluno e possibilita novas formas de relações sociais.

Os benefícios da tecnologia na educação atual

Uma vez que sejam superados todos os desafios da educação atual com relação às tecnologias, os pesquisadores afirmam que a inserção das tecnologias em escolas possibilitará uma mudança metodológica positiva para a aprendizagem dos alunos.

Qualquer professor que faça o uso correto das tecnologias em sala de aula poderá verificar os efeitos positivos dessa inserção em sua prática educativa, seja pela criatividade que é aflorada, ou na melhora da capacidade de raciocínio do aluno.

A inclusão da tecnologia permite melhorar a competência em habilidades transversais, conectar o aprendizado de diferentes disciplinas e, consequentemente, aumentar a autonomia do aluno em seu próprio aprendizado.

Da mesma forma, os professores detectam um maior interesse por parte dos alunos durante as aulas, que se tornam mais divertidas, dinâmicas e interessantes.

Além disso, há também uma maior colaboração entre os alunos, um maior esforço para aprender, um melhor ambiente na sala de aula e, acima de tudo, maior simplicidade para adquirir o conhecimento estabelecido pelo professor.

A diferença entre estudar uma série de conteúdos através do método tradicional e fazê-lo através do uso da tecnologia, e de todo o paradigma associado a ela, é o nível de envolvimento do aluno. Quando ele abandona a memorização sistemática de conceitos e começa a ser quem descobre, por necessidade natural e interesse próprio, todo esse conhecimento e os resultados obtidos começam a melhorar de forma expressiva.

Um exemplo simples pode ser encontrado em assuntos como a Física. Se, em vez de mostrar ao aluno o fundamento teórico e as dezenas de fórmulas que o apoiam, o professor se concentrar em guiá-los pelo mesmo caminho que levou os grandes físicos da história a fazer suas descobertas, um contexto de aprendizagem mais eficiente é obtido e o aluno entenderá melhor o fundamento teórico.

Se a prática educativa também é apoiada por projetos, experimentos e protótipos que permitem ao aluno observar e verificar suas próprias teorias, o resultado final é muito superior ao obtido atualmente. Ele não apenas adquire melhor os fundamentos teóricos, como também fornece tração suficiente para que o aluno pense por si mesmo, experimente e descubra novas maneiras de alcançar o mesmo objetivo.

Outro dos benefícios da tecnologia na educação está na progressiva inserção das chamadas “mochilas digitais”. O abandono dos livros tradicionais e sua substituição progressiva por elementos eletrônicos, tais como os notebooks, tablets, celulares, etc, é um aspecto altamente apoiado por pais, alunos e escolas que privilegiam a prática contextualizada em diálogo com a sociedade tecnológica.

Assim, evitamos os pesos das mochilas, e principalmente o priorizamos o aspecto econômico. Da mesma forma, em nível ecológico, representa um grande passo à frente, graças ao menor corte de árvores na impressão de livros didáticos.

No que diz respeito a aqueles grupos de alunos com habilidades ou necessidades especiais, os professores que trabalham com tecnologias e as administram corretamente em escolas especializadas, apresentam soluções tecnológicas que permitem um aprendizado mais individualizado e um acompanhamento mais próximo desse tipo de aluno, podendo adaptar o conteúdo ao seu ritmo.

Essa tendência conhecida como “modularidade” ou “aprendizagem personalizada” é uma das principais dessa transformação digital pela qual a educação está, ou deveria estar passando (tendo em vista que nem todas as escolas prezam pela inserção das tecnologias).

Até pouco tempo todos os alunos tinham que seguir o mesmo ritmo de aprendizado, causando dificuldades, tanto para os alunos com necessidades especiais, quanto para os alunos com habilidades especiais.

Graças à modularidade, os alunos poderão manter um ritmo complemente individualizado, dentro dos seus limites.

Por outro lado, a penetração da tecnologia no campo educacional contribui para maior versatilidade e globalização. Os alunos podem acessar a interagir com informações de qualquer parte do mundo, obtendo perspectivas mais ricas sobre o conteúdo ensinado na sala de aula. Da mesma forma, a pesquisa é incentivada pelos próprios alunos, que podem ir além do conhecimento mínimo ensinado em sala de aula.

Ao mesmo tempo, o uso da tecnologia na educação permite maior flexibilidade de tempo para os alunos que a necessitam. No ensino das escolas, ter material audiovisual nas diferentes plataformas virtuais permite que os alunos realizem atividades paralelas aos estudos independente de seus horários, ou seja, estando ou não dentro da sala de aula.

Conclusão

A chegada da tecnologia na atualidade e sua inserção nas escolas é uma verdadeira revolução que nem todas as instituições estão dispostas a abraçar, exceto aquelas que realmente são comprometidas com o ensino e aprendizagem dos educandos.

Uma revolução que os docentes, alunos e pais precisam abraçar. Os benefícios são inúmeros, e lhes apresentamos ao longo desse artigo. Os desafios também são diversos, e dificultam o caminho até esse “novo” paradigma.

No entanto, com o passar do tempo, a criação de instituições especializadas, somada a necessidade de mudança frente às demandas da sociedade tecnológica, faz com que os pais procurem âmbitos que privilegiam esse tipo de mudança pedagógica, que abandona o tradicionalismo exacerbado e parte para uma prática educativa contextualizada e coerente com o perfil de alunos que são pertencentes à era digital.

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As crianças dos dias de hoje, pertencentes à chamada geração Z, estão completamente imersas num mundo tecnológico. Tablets, smartphones e videogames com a sua realidade virtual representam toda uma dimensão em que elas se sentem perfeitamente à vontade.

A tecnologia acelera muitos processos e a velocidade da sua evolução pode deixar muita gente perdida. O ensino tradicional tem oferecido resistência a essas mudanças, o que torna importante escolher para nossos filhos uma escola que se atualize.

O fato do ensino não evoluir causa muitas crianças desinteressadas e não conectadas com a escola. Os pesquisadores da área da educação têm apontado algumas mudanças necessárias para reparar os problemas na educação atual. Veja quais os erros apontados:

O ensino tradicional coloca o professor como o centro do aprendizado

A maior evolução pedagógica decorrente das novas tecnologias é que o centro do processo de ensino e aprendizagem passou a ser o aluno.

Nas antigas salas de aula, o professor detinha o conhecimento e o transmitia às novas gerações, com o auxílio de livros que, por sua vez, eram incompletos e difíceis de adquirir. Mas, com o surgimento da internet, qualquer informação está a um clique de distância e os alunos podem se informar até mesmo sem sair de casa.

Nesse contexto, o professor deixa de ser o centralizador da informação para atuar a favor do conhecimento. Ele facilita e direciona o caminho dos alunos. Cabe a eles próprios encontrarem as informações e produzirem o seu conhecimento.

Um dos maiores problemas na educação atual é ainda negar essa realidade, pois permite que as crianças desenvolvam uma relação pouco saudável com a internet, pensando nela apenas como fonte de entretenimento e não como a poderosa ferramenta de educação que é.

A recusa em abrir caminho para as novas tecnologias

Uma forma fácil de identificar uma escola tradicionalista é observar o modo como ela utiliza dispositivos móveis em sala de aula.

Infelizmente, a resistência a esses aparelhos ainda é muito grande nesse tipo de instituição de ensino. Mas os tablets e smartphones não são inimigos do aprendizado. Eles são grandes aliados!

As novas tecnologias vieram para ficar e estão cada vez mais presente no trabalho, nas relações pessoais, nos hábitos de consumo, então, qual o melhor lugar para aprender a utilizar a tecnologia de forma saudável e produtiva senão na escola? A criança que não tiver uma educação digital estará despreparada para o futuro, portanto essa visão antiga é um dos problemas na educação tradicional.

E, assim como dissemos no tópico anterior, abolir esses itens tecnológicos da sala de aula atrapalha duplamente: a aula perde sem eles e o as crianças deixam de entender que eles são dispositivos que ajudam a aprender!

Insistência na especialização, enquanto a tendência é equilibrar os saberes

O mundo do século 21 é inconstante e exige dos cidadãos do futuro um conhecimento mais interdisciplinar. Aquele método em que cada disciplina existe separadamente não faz mais muito sentido.

Além disso, devemos lembrar da definição do intelectual Millôr Fernandes sobre a especialização: “Capacidade de saber cada vez mais sobre cada vez menos, até saber tudo sobre nada”. Claro, o humor do autor torna essa frase um pouco exagerada, mas ela não está tão longe assim da realidade.

No futuro, os saberes mais gerais e integrados serão mais importantes que uma excessiva especialização em certas áreas, como acontece nos dias de hoje.

Não permitir que o aluno vivencie para aprender

Uma das coisas que os educadores mais questionam no ensino tradicional é a relação entre teoria e prática. Quem nunca questionou certos ensinamentos da escola, pensando que eles são apenas conceitos teóricos, sem aplicação na vida real?

O mercado de trabalho já valoriza bastante uma integração entre os conceitos que o aluno aprende e a sua capacidade de aplicar esses conceitos no trabalho cotidiano. E, no futuro, essa será uma habilidade cada vez mais necessária!

Resumindo, podemos dizer que o ensino tradicional forma crianças despreparadas porque ele representa uma forma estática de pensar o mundo. E, convenhamos, o mundo de hoje é tudo, menos estático!

Mudou sua visão da educação atual? Conheça a história de um professor de sucesso que inovou e impactou a vida de muita gente!


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