FOMO: Entenda o que é a expressão “Fear of missing out”

dois adolescentes vidrados no celular

Já sabemos que o uso em excesso das redes sociais e demais tecnologias, incluindo o amplo e promissor mercado de games, pode causar muita ansiedade e até depressão nas crianças e adolescentes. Mas a compulsão por checar as contas do Facebook e do Instagram, por exemplo, a cada 10 minutos e a necessidade de ficar por dentro de todos os assuntos do momento tem uma sigla: FOMO. O mundo evolui rápido e constantemente e o bombardeio de informações e novidades de produtos pode gerar angústia e tristeza. Por isso, essa síndrome merece nossa atenção, principalmente dos pais, entenda porquê a seguir.

O que é FOMO? (Fear of missing out)

O termo em inglês fear of missing out, que dá origem a sigla FOMO, nada mais é do que a fobia de ficar de fora. Sabe aquela sensação de ver as pessoas do seu ciclo investindo em um novo modelo celular, baixando apps do momento, comprando pacotes de viagens internacionais, participando de festivais de música e postando fotos incríveis no Instagram e você não quer ficar, de jeito nenhum, fora dessa oportunidade?

A sigla FOMO foi citada pela primeira vez no ano de 2000 pelo psicólogo Dan Herman. Anos depois Andrew Przybylski e Patrick McGinnis definiram-a como esse “medo de ficar de fora”, de perder oportunidades por não estar conectado o tempo todo, ativo e compartilhando sua vida com seu grupo de seguidores.

Vontades e frustrações todos temos, só que essa síndrome traz, de alguma forma, consequências psicologicamente negativas. Seja pela necessidade compulsiva de querer estar a par de tudo o que acontece nas redes sociais ou querer estar sempre gerando conteúdo, antes mesmo de viver a realidade. Como ir a eventos ou encontrar amigos já pensando nos posts e likes, criando um tipo de “angústia social”.

Principais causas e sintomas:

Segundos estudos psiquiátricos, a síndrome FOMO é causada geralmente em jovens usuários, da faixa etária que varia dos 16 aos 36 anos, devido a sua relação imatura e muito nova com a tecnologia. Nesse sentido, é de extrema importância a atenção e orientação dos pais de crianças e adolescentes quanto ao perigo do uso desequilibrado de apps e redes sociais.

Os principais sintomas do excesso tecnológico com os smartphones são: mau humor, irritabilidade, falta de apetite, stress, insônia, depressão e total dependência dessa conexão e superexposição nas redes sociais, o que ironicamente pode atrapalhar a vida social e escolar. Geralmente os indivíduos com a fobia ficam muito mais distraídos nas atividades do dia a dia, seja em casa ou na sala de aula, pois essa hiper conectividade com a falta de sono vai isolando o indivíduo, cada vez mais, da realidade.

O que fazer para evitar a FOMO?

Para evitar que essa doença se instale algumas estratégias podem ser adotadas: 

  • Aprender a viver o momento presente, aplicando técnicas de respiração ou meditação, sem ficar publicando tudo o que está fazendo e comendo nas redes sociais; 
  • Buscar saber o que te deixa feliz, quais são os seus sonhos e metas sem ficar se espelhando na “grama do vizinho”;
  • Consumir menos e criar mais, fazendo coisas para mostrar primeiro para você mesmo o tamanho do seu potencial e não focar nos outros;
  • Otimizar o uso do tempo deixando de acompanhar programas de televisão ou transmitidos pela internet que só apresentam situações de ostentação, fora da realidade da maioria das pessoas;
  • Curtir o encontro com os amigos e momentos em família, priorizando sempre quem está perto e não quem está longe;
  • Realizar atividades de lazer e esportivas, de preferência ao ar livre, que estimulem a redução do uso de dispositivos com internet, como smartphones, tablets e computadores;
  • Buscar a ajuda de profissionais como psicólogos e psiquiatras para a real compreensão de que ninguém tem a vida perfeita postada diariamente na internet;
  • Fazer cursos livres, de programação ou robótica, por exemplo, para criar um escape positivo das redes sociais e ao mesmo continuar tendo prazer com atividades tecnológicas. 

A verdade é que, apesar de não ser um problema tão conhecido assim, você provavelmente conhece alguém que sofre de FOMO. Mas, como tudo isso é novo para pais, professores e para os profissionais da saúde precisamos ficar atentos e saber a hora de pedir ajuda. Sabemos da importância da tecnologia nos dias de hoje e que ela pode ser muito benéfica, através do uso de apps educativos, que melhoram o raciocínio lógico, desde que usada da maneira saudável, com limites traçados conforme a idade e sempre sem excessos.

O método da I Do Code, feito por um capacitado grupo de professores, compreende a alta demanda por tecnologia vinda das crianças, adolescentes e do mundo contemporâneo, mas preza pela saúde mental dos seus alunos. Por isso, se quiser entender melhor como atuamos nos chame agora mesmo no chat, que explicamos tudinho!

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