Conheça os quatro grandes mitos sobre TDAH e ajude seu filho de verdade

TDAH

Existem muitos mitos sobre o TDAH. As pessoas opinam sem saber e todo mundo “sabe” como mudar o comportamento, às vezes descontrolado da criança.

Geralmente a família, os amigos e os professores tendem a culpar consciente ou inconscientemente os pais. Esta é uma defesa natural contra uma situação difícil da criança.

O lógico é procurar a resposta em um problema dos pais ou da família. No nosso artigo de hoje, pretendemos esclarecer alguns mitos sobre TDAH. Nosso objetivo é reduzir o estigma do TDAH e promover seu reconhecimento e detecção precoce.

Dessa forma podemos prevenir e evitar que as crianças sofram os sintomas por anos antes de receber um diagnóstico correto e o tratamento disponível. O tratamento do TDAH é muito seguro e eficaz, além de ser apoiado por muitos estudos científicos.

Mito nº 1 – O TDAH é culpa dos pais e seu diagnóstico é pouco confiável

O TDAH é um transtorno do desenvolvimento neurológico, de origem neurobiológica e com alta carga genética (coeficiente de hereditariedade de 75%). Afeta a capacidade da criança, adolescente ou adulto de:

  • Regular seu nível de atividade, para que eles tenham hiperatividade;
  • Inibir ou restringir suas ideias, pensamentos ou comportamento, para que eles tenham impulsividade.
  •  Prestar atenção às ações que eles executam, para que eles tenham desatenção.

A confiabilidade do diagnóstico é muito alta e a apresentação é bastante semelhante em diferentes culturas.

Por isso, o TDAH não é culpa dos pais e o distúrbio “não aparece” devido a falta de educação, falta de comunicação entre pais e filhos, falta de afeto, desentendimentos entre pais, separação ou divórcio, por exemplo, por ser viúvo ou solteiro, por causa do nascimento de um irmão mais novo, porque a mãe ou o pai começa a trabalhar, porque o pai ou a mãe trabalham duro e passam pouco tempo em casa, por ter uma babá, porque os avós cuidam deles, entre outros.

Embora, precisemos destacar que todos esses fatores possam agravar a situação quando o transtorno básico existe, os pais nunca devem aceitar que alguém os culpe pelo transtorno do seu filho.

Mito nº 2 – O TDAH afeta apenas as crianças e desaparece na adolescência

É verdade que alguns sintomas de hiperatividade diminuem com a idade, transformando-se em movimentos mais refinados (mover o pé, dar pequenos golpes). No entanto, desatenção e, principalmente, impulsividade, permanecem em adolescentes e adultos. 

As estimativas dos pais e das pessoas que vivem com o paciente são mais precisas do que as do paciente, o que às vezes minimiza seus sintomas.

Estima-se que um terço das crianças com TDAH deixam de ter TDAH antes da adolescência, um terço deixará de ter TDAH antes da idade adulta e um terço continuará a ter TDAH mesmo depois de adulto.

Mas, como indicamos, embora alguns não atendam mais aos critérios completos de TDAH, eles ainda apresentam sintomas que os afetam. Portanto, o TDAH é cada vez mais considerado um problema crônico que requer gerenciamento a longo prazo.

Mito nº 3 – O Transtorno deve ser diagnosticado e tratado primeiro pelo neurologista ou neurocirurgião e, se não melhorar, pelo psiquiatra infantil.

Um diagnóstico correto é o primeiro passo para um bom tratamento do TDAH e para prevenir suas complicações.

Geralmente são os pais, professores, psicólogos escolares, pedagogos, ou pediatras, que primeiro suspeitam de um possível TDAH em uma criança com sintomas ou problemas.

Um pediatra com experiência e formação pode fazer um diagnóstico inicial e até iniciar um tratamento.

Geralmente, é um especialista em TDAH (psiquiatra infantil e adolescente, neurocirurgião ou psicólogo clínico) que fará um diagnóstico definitivo.

Uma vez feito o diagnóstico, o médico e sua equipe elaboram um plano de tratamento que pode incluir a participação de um psicólogo clínico, pedagogo, professor de apoio e outros profissionais para realizar parte do tratamento.

Leia mais sobre em: Seu filho realmente tem déficit de atenção?

Mito nº 4 – O tratamento do TDAH deve ser feito sem medicação e, se não melhorar, pode ser usado, pois os medicamentos são perigosos.

O tratamento do TDAH deve incluir 3 partes:

  • Treinar os pais sobre o TDAH e como lidar com aspectos do comportamento da criança;
  • Apoio e adaptação a nível escolar;
  • Também é essencial um tratamento médico que ajude a melhorar o déficit de neurotransmissores em algumas áreas do cérebro.

O tratamento do TDAH nunca deve ser apenas para dar medicação, mas isso é essencial na grande maioria dos casos.

Quanto mais os pais souberem, lerem e perguntarem sobre o TDAH, melhor poderão ajudar o filho.

Deve-se procurar um médico para avaliar e tratar a criança, especialista em crianças com TDAH para acompanhá-la durante sua trajetória.

Além disso, os pais podem:

  • Definir regras claras de consequências e recompensas para certos comportamentos;
  • Ajudar a criança a terminar uma tarefa, dividindo o tempo em etapas menores. Para lhe ajudar neste intento leia também:  Como estimular meu filho a ter mais concentração.
  • Aumentar a estrutura e a ordem da casa;
  • Estabelecer rotinas estáveis e previsíveis para organizar o tempo;
  • Eliminar ruídos e distrações. 
  • Modificar o comportamento da criança;
  • Motivar a criança;
  • Aumentar a disciplina, entre outros.

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