Uma história de sucesso em educação e tecnologia

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Olá leitores! Vocês já ouviram falar em um jardim de infância para todas as idades? Mas já devem ter ouvido sobre as várias formas de usarmos a tecnologia na educação. Será que estamos utilizando da melhor forma?

Para o professor do MIT, Mitchel Resnick, a tecnologia é capaz de muito mais do que nos ensinar a usar máquinas e computadores para termos informações. Conheça uma história de sucesso em educação e tecnologia que vocês não vão acreditar.

Interagir com o mundo de modo criativo – Educação inovadora

Em um vídeo instigante, o professor Mitchel Resnick, diretor do grupo Lifelong Kindergarten, do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), diz que se você andar pelas salas de aula de hoje não verá nada muito diferente do havia a 10 ou 20 anos atrás. Certamente encontrará muito mais tecnologia para as crianças como computadores ou até mesmo tablets, mas, muitas vezes, a abordagem em educação não mudou muito.

Mitchel Resnick

Mitchel Resnick

Para ele, estão sendo usadas velhas formas de ensino e aprendizagem mesmo que estejamos cercados por estas novas tecnologias. E que é importante repensarmos nossas abordagens de aprendizagem e educação para adequar às novas possibilidades da era digital.

Ele diz que os computadores estão nos dando a possibilidade de termos muito mais informação, como jamais tivemos. A informação é vista como o centro da educação, que se volta para o fornecimento e acesso a ela. E para Resnick, “Uma educação de transferência de informação para o aluno não é realmente a melhor maneira de transformar a educação para a nova era”.

Resnick em seu trabalho faz referências a Jean Piaget quando diz: “A aprendizagem é um esforço de participação ativa na construção de novos conhecimentos”. E segundo ele, não ocorre a aprendizagem quando entregamos os conhecimentos prontos. Para construir o conhecimento precisamos interagir com o mundo de modo criativo.

Jean-Piaget-educação

Resnick em seu trabalho faz referências a Jean Piaget. Segundo Piaget, estudioso suíço, as crianças não devem ser ensinadas, mas sim levadas a aprender partindo da experimentação sobre situações concretas.

Nesse pensamento, o conhecimento parte não de palavras, mas de ações sobre objetos concretos. O uso efetivo de uma variedade desses objetos torna a criança capaz de desenvolver um conceito particular conhecido como concretização: agindo sobre situações concretas criadas pelo educador, a criança assimila novos conceitos e adquire novas habilidades, refaz conceitos anteriormente adquiridos, ou seja, refaz suas estruturas mentais. E este refazer de estruturas mentais torna possível a verdadeira aprendizagem, estável e duradoura.

O professor descreve o caso de sucesso da empresa Lego, que desenvolveu um kit de construção robótica chamado Lego Mindstorms, que permite às crianças pequenas a construção de dispositivos robóticos e de seus programas. E diz: “Como elas fazem isso? Elas simplesmente exploram ideias e questões de engenharia que são ensinadas muito mais tarde, mas que através de suas interações e explorações, durante a construção e a programação, puderam começar a compreender”.

A tecnologia muitas vezes permite criar algo e ver imediatamente seus resultados, se funciona ou se não funciona, para em seguida fazer os ajustes necessários. A construção de objetos reais do mundo é a melhor maneira de se construir ideias, diz Resnick. E completa, que é claro que pode ser feito sem as novas tecnologias, mas elas oferecem muitas novas maneiras que ampliam nossas opções em projetar e em aprender.

Aprender como se estivesse no jardim de infância

O professor Resnick sempre foi fascinado pelo modo como as crianças pequenas aprendem e se relacionam. Pelo modo como passam muito tempo em colaboração com outras, construindo com blocos, pintando e desenhando, transformando as brincadeiras em pequenos projetos. Para ele, essa é uma das coisas mais importantes que alguém pode aprender.

Por meio de seu projeto no MIT, o Lifelong Kindergarten (jardim de infância ao longo da vida, em tradução livre), Resnick atua na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias com atividades e estratégias onde qualquer um pode aprender como se estivesse no jardim de infância. Pessoas de idades diferentes, criando projetos e aprendizagem uns com os outros, facilitado pelas novas tecnologias. Explorando novas ideias em colaboração, juntos.

Isso o faz acreditar que as tecnologias estão no caminho certo e permitem romper com as abordagens ultrapassadas, afastando-se do modelo de transmissão do conhecimento para um modelo onde as pessoas estão constantemente envolvidas na criação de coisas, explorando novas ideias juntos.

Risnick pensa em uma escola em que as disciplinas não estão separadas, mas unidas em um projeto no qual a tecnologia rompe com todas as fronteiras que as separa, em que os alunos mais jovens trabalham com os mais velhos e em que a sala de aula não seja um mundo isolado. E conclui: “Para mim a melhor maneira de pensar no aprendizado da tecnologia é se a criança é controlada por ela ou se a criança a usa para se projetar, criar, experimentar e explorar. Isso é uma boa utilização da tecnologia”.

Os projetos no mundo e no Brasil

O Projeto Lifelong Kindergarten foi criado pelo professor do MIT, Mitchel Resnick, no qual foi desenvolvido um software, chamado Scratch, que ajuda crianças e jovens a aprenderem a pensar de maneira criativa, refletir de forma sistemática, trabalhar colaborativamente e treinar habilidades essenciais para a era digital.

O software é fornecido gratuitamente e está disponível no Brasil, em Língua Portuguesa, fornecendo além da ferramenta, notícias, tutoriais, vídeo aulas e informações de como professores e alunos podem fazer uso da plataforma em sala de aula.

Entre estes projetos e ideias inovadoras em tecnologia e educação, o especialista é criador do Maker Movement, o movimento do fazer, que tenta popularizar essa ideia do fazer e criar,  e do Coder Movement, movimento da programação, que provem oportunidades para que as pessoas aprendam a programar. Porém, os dois têm o mesmo espírito, capacitar as pessoas para que expressem suas ideias com novas tecnologias.



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