Bullying: Como funciona a central de prevenção do facebook

Bullying
Padrão

A central de prevenção ao bullying do Facebook é um recurso criado junto com o Yale Center for Emotional Intelligence que tem como objetivo fornecer suporte e ajuda para pais, jovens e educadores que enfrentam problemas com bullying e outros conflitos.

Hospedada em um site com design muito simples e fácil de navegar, a plataforma possui seções específicas direcionadas aos pais, adolescentes e educadores. Quer saber mais sobre a central? Leia abaixo!

 

Para os adolescentes

 

A seção direcionada aos adolescentes da central começa, de início, com um breve texto sobre bullying, após o qual aparece um link para um arquivo PDF de 11 páginas, que explica em maiores detalhes tudo que é apresentado na seção.

Logo abaixo, a central apresenta três possíveis situações sobre as quais o adolescente pode se informar: “Se você está sofrendo bullying”, “Se seu amigo estiver sofrendo bullying” e “Se você tiver sido acusado de bullying”.

 

Caso o adolescente esteja sofrendo bullying

No primeiro caso, a central dá diversas dicas de como se pode lidar com esse problema, começando com a importância de ficar calmo perante a situação, pensando bem em quem o adolescente quer procurar para obter ajuda, o que falar a essa pessoa e também aconselhando que o adolescente não se aproxime do autor do bullying enquanto estiver aborrecido.

Depois disso, a central aconselha que o adolescente procure ajuda em alguém de sua confiança, entrando em contato com algum amigo próximo, familiar, professor, ou até mesmo com a polícia, dependendo da gravidade do incidente.

A central também indica que o adolescente vítima de bullying faça o possível para se manter em segurança – evitando ficar sozinho com pessoas que o façam sentir inseguros e, caso seja necessário conversar com a pessoa, utilizar linguagem direta e simples, tentando sempre manter a calma – e não revide, ou seja, não tente se vingar do autor do bullying ou dizer ou fazer algo de que possa se arrepender mais tarde.

 

Caso o adolescente conheça alguém que sofra bullying

No segundo caso, a central apresenta uma espécie de passo a passo de como ajudar um amigo que está sofrendo bullying. O primeiro passo, segundo a plataforma, é escolher ajudar – mesmo se o adolescente não se sinta confortável em ajudar o amigo sozinho, a central reforça a importância de pedir ajuda ou conselhos a alguém de confiança para que possam, juntos, ajudar aquele que está sofrendo bullying.

O segundo passo apresentado é encontrar, junto com o amigo, uma solução para o problema, e a central apresenta cinco maneiras diferentes através das quais isso pode ser feito. O terceiro e último passo mencionado é passar mais tempo ao lado do amigo, mostrando apoio e voltando a perguntar sobre a situação, para mostrar que ainda se preocupa.

 

Caso o adolescente esteja sendo acusado de praticar bullying

No terceiro caso, a central adota uma postura firme contra o bullying, mas com um tom amigável, explicando em palavras calmas a importância de tomar cuidado com a forma que se trata outras pessoas, independente das atitudes que essas pessoas possam ter tomado. A seguir, a central apresenta a importância de pedir desculpas para aquele que o adolescente possa ter magoado, dando dicas de como agir caso não se sinta confortável em pedir desculpas sozinho ou caso não saiba o que fez para magoar a outra pessoa.

 

bullying

 

Para os pais

 

Assim como na seção direcionada aos adolescentes, a seção direcionada aos pais apresenta dois pequenos parágrafos sobre o que é bullying e a importância dos pais na hora de lidar com esse problema, seguidos de um link para um arquivo PDF de 9 páginas, detalhando o que será apresentado na seção.

Para os pais, são apresentadas duas situações possíveis: “Meu filho(a) está sofrendo bullying” e “Meu filho(a) está praticando bullying com outras pessoas”. Em ambas as situações, os passos indicados para melhorar a situação são os mesmos: preparar-se para uma conversa com o filho(a), conversar sobre o problema e explorar possíveis soluções ou ações.

A diferença está na forma como se desenvolvem os passos: no caso de o filho estar sofrendo bullying, a central reforça a importância de levar a sério o que o filho tem a contar, de buscar ajuda em caso de autoflagelação, de não culpar o adolescente por ser alvo de bullying.

No caso de o filho praticar bullying com os colegas, a central mostra a importância de ouvir o que o filho tem a dizer sem julgá-lo ou deixar transparecer decepção, sendo solidário e tendo o objetivo de descobrir o que aconteceu e, só depois desses passos, comunicar ao adolescente os valores dos pais e da família e decidir sobre as consequências, sendo firme e consistente, mas sem esquecer de incentivar o filho(a) a pedir desculpas ao(s) colega(s) pelo que fez.

 

Para os educadores

 

A seção direcionada aos educadores é um pouco diferente das duas anteriores por apresentar, além de dicas específicas para caso algum aluno sofra ou pratique bullying, uma seção de prevenção.

No caso de algum aluno estar sofrendo ou praticando bullying, a central indica para o educador conversar com ele assim que possível, sendo um bom ouvinte, levando o aluno a sério e examinando se existe alguma ameaça física; e investigar minuciosamente o incidente relatado. Após conversar com o aluno, a central aconselha que o educador elabore um plano de ação, colocando em prática atitudes que julgar que poderão ajudar os alunos envolvidos. Por fim, a central frisa a importância de realizar um acompanhamento com os alunos, para que o incidente não se repita.

Na aba de prevenção, a central traz cinco itens a fazer para que o educador evite que o bullying aconteça em sua escola: “Prevenir”, “Lembrar”, “Concordar com as Regras”, “Criar uma política” e “Criar um programa”.

Prevenir

Nessa seção, a central indica que o educador deixe claro para pais, alunos e funcionários da escola que o bullying não será aceito na escola e que haverá consequências para esse tipo de comportamento; que o educador dê espaço para os alunos se abrirem e denunciarem qualquer caso de bullying que venham a testemunhar; e que procurem inserir conversas sobre bullying em ambientes casuais, como aulas de orientação educacional ou de literatura.

Lembrar

Neste momento, a central apresenta a importância de deixar claro aos alunos que eles podem confiar no educador e que esse escutará as preocupações que eles possam vir a ter com relação ao bullying. Além disso, a central recomenda que o educador informe aos alunos que a escola possui políticas para proteger o bem-estar de todos, para que os alunos se sintam mais seguros no ambiente escolar.

Concordar com as regras

Nesta aba, a central dá exemplos de algumas regras que poderiam ser adotadas pelas escolas com relação ao bullying, como por exemplo “Trataremos outras pessoas online com o mesmo respeito que temos por elas pessoalmente”. A ideia aqui é que o educador faça com que todos os alunos conheçam e concordem com essas regras.

Criar uma política

Nesta etapa, são exibidos conselhos de especialistas em bullying e dicas para que seja criada uma política de segurança e prevenção ao bullying, na qual esteja claro o que é considerado bullying pela escola, quais são os procedimentos adotados pela escola a fim de garantir a segurança do aluno que sofre bullying, os procedimentos de investigação de casos de bullying e muito mais.

Criar um programa

O último item da seção de prevenção ao bullying para educadores é voltado à criação de um programa de educação sobre segurança na internet para todos que participam da comunidade escolar (pais, alunos e funcionários da escola), contendo informações sobre segurança de senhas, uso responsável na internet e outros conteúdos cabíveis.

 

Quer dar uma olhada na Central de Prevenção ao Bullying do Facebook? Você pode acessá-la aqui!

 

Por Ana Carolina Altomani


Posts Relacionados

Deixe uma resposta